terça-feira, 13 de abril de 2010

E quem disse que tem que ser veg pra curtir comida natural?

Não posso deixar de registrar que Tatiana Cardoso, autora de Cozinha Natural Gourmet, tem uma história superbacana. Primeiro, é chef de um restaurante vegetariano, mas não é vegetariana! Se formou em Marketing, mas por conta de uma doença da mãe, começou a cozinhar e pegou gosto pela coisa. 
Foi estudar gastronomia natural nos EUA e há 15 anos abriu o Moinho de Pedra, que é sucesso de público e foi eleito o Melhor Vegetariano de SP pela Vejinha e pela Época, além de o Melhor do Brasil pelo Guia 4 Rodas.
O livro é realmente lindo, ilustrado com fotos do Romulo Fialdini, com receitas pra lá de apetitosas. Repito que vale muito tê-lo em sua cozinha. Enjoy!

Para ler rezando: COZINHA NATURAL GOURMET



Estava folheando o  livro Cozinha Natural Gourmet, da chef Tatiana Cardoso (Moinho de Pedra, em São Paulo – lugar para se comer rezando!) e rendi-me de vez à culinária veg. Apostei em uma de suas receitas (Espaguete com molho de betacaroteno, azeitona e manjericão) e o resultado não foi outro, que não o sucesso absoluto. A maior porcentagem do sucesso se deve, obviamente, à didática da chef, já que o todas as receitas são de fácil compreensão e adaptadas para pequenas porções.
Em 65 receitas saudáveis e sofisticadas, Tatiana demonstra que a cozinha vegetariana não precisa ser monótona e não tem nada de insossa. Para ela, “a culinária natural gourmet une o prazer de saborear uma boa gastronomia à saúde e o equilíbrio do organismo. 
O livro traz desde receitas básicas, como o Arroz integral, Caldo de legumes e Torta de banana, até pratos requintados, como o Risoto negro com cogumelos e vinho Madeira, o Trio de quinoas com lentilha rosa, legumes e azeite verde e a Terrine de figo com calda de framboesa.
Há também sugestões inusitadas, como o Hambúrguer de trigo com berinjela e amêndoa e o Quibe de quinoa com abóbora e shimeji, além dos apetitosos PFs (prato-feito) do Moinho de Pedra, servidos em duas opções diárias no restaurante.
Não deixe de ter em sua biblioteca gastronômica.

“Cozinha Natural Gourmet – A Culinária de Tatiana Cardoso e o restaurante Moinho de Pedra”
- Editora DBA, 2009
144 páginas. Preço: R$ 78

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Romana: um lugar para se encantar

Ela fez com que todo o ramo brasileiro seguisse seu conceito importado da Europa e transformou as simpáticas – porém ainda simples – padarias em espetaculares lugares para se degustar cafés, refeições completas e refinados quitutes da pastellaria 



Farinha de amêndoas especiais, cremes holandeses, produtos belgas, treinamentos de confeiteiros na Itália, Espanha e França. Os cafés e doces ganham outro sabor quando se fala em Romana. Nenhuma padaria brasileira foi a mesma, depois que a confeitaria e rotisseria campineira trouxe para o país o conceito europeu das “padarias/cafés da manhã” ou “superpadarias” como foram chamadas na época. 
Se antes as padarias eram lugares onde se buscava o pão nosso de cada dia (e nada mais), hoje elas oferecem muito mais do que modestos sonhos de padaria. Apresentam chefs renomados assinando seus cardápios e atraem o público com o que há de melhor da cafetaria, confeitaria, rotisseria, creparia e gastronomia requintada. A Romana, pioneira no assunto, transformou as idas à padaria da esquina em verdadeiros eventos sociais com direito a comidinhas, doces e salgadas, de tirar o chapéu. Ou melhor, de lamber os dedos.  
Lá, é possível encontrar uma enorme variedade de bolos, tortas e doces preparados com cuidado extra, ingredientes importados e selecionados especialmente para compor cada uma das receitas. Segundo Cláudio Roberto Fernandes, 53 anos, proprietário da Romana Confeitaria e Rotisseria, um de seus confeiteiros passa pelo menos 4 meses na Itália todos os anos em busca de aprimoramento e as melhores receitas para oferecer aos exigentes clientes que passam todos os dias pelas unidades espalhadas em Campinas.  
Aberta 24 horas por dia, a busca pela excelência pode ser comprovada – e degustada – em especial na linha de doces oferecida pela casa. A cada época do ano, respeitando as temperaturas brasileiras e o gosto do cliente - que se transforma juntamente com as estações - doces especiais são elaborados. No verão, frutas frescas e delicadas compõem os quitutes feitos com farinhas especiais. No inverno, os saborosos cremes holandeses dão vida às massas doces expostas na quituteria da estação. Difícil escolher a melhor sobremesa da Romana, mas pode-se citar ao menos três de se comer rezando: chocolates-fatia,  Ópera Tradicional e Profiterole com calda de chocolate e sorvete de creme, verdadeiras reverências à confeitaria. 


Muito além dos doces... 
O lugar é um dos pontos mais bem-frequentados e democráticos da cidade. Celebridades, políticos, socialites e intelectuais são apenas alguns dos grupos que batem ponto da padoca Romana, que está sempre lotada, não importa a hora.  
Seguramente localizada em um dos pontos mais valorizados do Cambuí, a Romana da Avenida Coronel Silva Telles é a menina dos olhos do grupo que reúne mais uma unidade no Parque Dom Pedro, outra loja de 1800 metros quadrados em Barão Geraldo, além da rotisseria Romana no Ventura Mall, rede Premiatto, Boulangerie e Big Jack. Segundo Cláudio, mais de 1.100 pessoas fazem parte do quadro de funcionários das empresas. 
A casa oferece cafés da manhã, almoço executivo, buffet de saladas, buffet de antepastos, chá da tarde, happy night e sopas e cremes, em especial nos dias frios. “Cerca de 600 litros de sopa chegam a sair por noite no inverno”, frisa o proprietário. O segredo para tanto sucesso, segundo Cláudio, nada mais é do que a satisfação do cliente. Para ele, ver a clientela satisfeita é a melhor motivação para se continuar trabalhando em busca do melhor.  
Por este cuidado, já vale sentar por lá em um final de tarde e saborear um Chocolate Italiano durante o friozinho ou um Orange Shake nos dias quentes, enquanto se joga conversa fora com amigos. Vale mais ainda, estender a visita para começar a experimentar cada guloseima do cardápio, nem que as visitas se estendam por dias a fio. Afinal, ir à Romana é sempre um prazer. Seja aos olhos ou ao paladar. (Foto Eduardo MP Dantas - Matéria "Pitadas de Sucesso" - 9a Edição Mercado Gastronômico Março 2010)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Gastronomia & Casa Cor

Cerca de 300 dos mais conceituados arquitetos, designers de interiores e paisagistas da região participaram da apresentação dos espaços das mostras Casa Cor Campinas e Casa Hotel, no último dia 6. As organizadoras Sílvia Quirós (presidente), Renata Selmi Herrmann (diretora de planejamento) e Renata Podolsky (diretora de comunicação e conteúdo), juntamente com o diretor executivo do Royal Palm Plaza, Antonio Dias, explicaram a dinâmica do projeto que terá 53 ambientes e incluirá em seu roteiro um trajeto pelas instalações do complexo hoteleiro.
Depois dos ambientes analisados e escolhidos, os profissionais seguiram para almoço de confraternização no restaurante Vila Real - em substituição ao Bar Quiosque devido ao mau tempo - de onde saíram encantados com as invenções gastronômicas do chef Daniel Valay, como o nhoque de mandioquinha com creme de noz moscada e ricota defumada e o penne com ragu de linguiça calabresa e fondue de queijo brie. De comer rezando!


O grande casamento da mostra com a gastronomia não podia ser mais feliz, para alegria dos comensais. Assim como no ano passado, o evento terá ambientes gastronômicos com café, o restaurante e choperia, wine bar e um bistrô.  Estes ambientes, além de funcionais, acabavam por atrair muitos dos visitantes, que aproveitavam o passeio para almoçar ou jantar por lá mesmo.



No ano passado, o Pavilhão do Chef abrigou eventos gastronômicos nas noites de quinta-feira. A cada reunião, um seleto grupo de convidados podia se deliciar com os quitutes dos renomados chefs que passaram por lá. Um show!
Algumas surpresas estão por vir. Vamos esperar...de colher na mão e água na boca.